Medina ganha etapa de Portugal do WSL

O primeiro passo para conquistar o título mundial foi dado. Gabriel Medina precisava vencer em Peniche se quisesse continuar com possibilidades de bicampeonato, e fez a sua parte. Depois de derrotar Julian Wilson no último minuto da final, o brasileiro não teve nem tempo de comemorar. Assim que saiu da água começou a projetar o próximo desafio: Pipeline Masters. Com vitórias em Portugal e na França, ele chega no North Shore da ilha havaiana de Oahu como número dois do mundo, com 50,250 pontos, a apenas 3.100 de distância do líder John John Florence (53.350). Para levantar o caneco ele terá de vencer a última e derradeira etapa e torcer para que o rival fique no máximo em terceiro. Ao receber o troféu em Portugal, o surfista de São Sebastião agradeceu o apoio da torcida e mostrou determinação.

Há cinco anos, Gabriel Medina e Julian se enfrentaram nas ondas de Peniche. A lembrança da final polêmica, vencida pelo australiano, segue cristalina na memória e serviu como combustível. Os dois ainda se encontraram nas decisões de Pipeline 2014 e Teahupoo 2017, e o adversário levou as duas. Nesta terça-feira foi diferente, o primeiro brasileiro campeão do mundo não deu espaço e garantiu a vitória no último minuto.

 – É bom ganhar outro evento este ano. A final foi bem complicada, é sempre difícil surfar contra o Julian. Ele já me venceu algumas vezes, mas é isso, sempre bom ganhar e continuar na corrida pelo título. Tudo se pagou. Eu vim treinando e focando em mim. Na verdade, eu passei o ano todo olhando eles conquistarem bons resultados. Finalmente venci a etapa em Portugal. Cheguei muito perto há alguns anos. Aqui é o lugar mais difícil de competir. Você precisa estar na onda certa e no lugar certo. Tivemos condições boas e ruins. É bem traiçoeiro.

Com os resultados da penúltima etapa, Julian Wilson (45.200) pulou de sexto para o quarto lugar com o vice em Peniche, Jordy Smith (47.600) caiu de segundo para terceiro com a precoce eliminação no round 3. John John defenderá a ponta e o caneco no North Shore de Oahu, o seu quintal de casa. O havaiano precisa chegar à final no Pipeline Masters – contra qualquer rival, inclusive Medina, – para conquistar o bicampeonato diante de sua torcida, sem depender de outros resultados. Já o brasileiro precisa que o rival fique no máximo em terceiro em Pipeline para conseguir o bi mundial. Neste cenário, Medina teria ainda que vencer a etapa derradeira.

 O retrospecto conta a favor do paulista de São Sebastião no Havaí. Foi ali onde ele conquistou o inédito troféu para o Brasil no surfe em 2014. Na ocasião, ele ficou com vice mesmo com um tubo nota 10 de backside, sendo barrado por Julian Wilson. Em 2015, o local de Maresias fez outra final no Havaí. Gabriel perdeu uma disputa equilibrada para Adriano de Souza, que sagrou-se campeão mundial naquele ano, mas ficou com a Tríplice Coroa Havaiana.

Quartas de final:

1: Julian Wilson (AUS) 7.50 x Sebastian Zietz (HAV) 7.40
2: John John Florence (HAV) 3.80 x Kolohe Andino (EUA) 14.00
3: Kanoa Igarashi (EUA) 10.83 x Miguel Pupo (BRA) 8.44
4: Gabriel Medina (BRA) 11.33 x Mick Fanning (AUS) 3.17

Semifinais:

1: Julian Wilson (AUS) 16.83 x Kolohe Andino (EUA) 14.56
2: Kanoa Igarashi (EUA) 6.24 x Gabriel Medina (BRA) 11.10

Final:

Julian Wilson (AUS) 10.94 x Gabriel Medina (BRA) 13.26

G1

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